Ainda se lembra como era a vida antes das redes sociais?

Antes do Facebook, Instagram, Pinterest, LinkedIn e afins, a vida era bem diferente, mas nem sempre conseguimos lembrar-nos do quanto, pois na maioria das vezes damos as mudanças por dados adquiridos. Ainda se lembram de que quando fazíamos anos só os amigos mais próximos e os familiares se lembravam, ao contrário de hoje que recebemos tantas mensagens e comentários (até de quem não ‘conhecemos’) que mais parecemos ser o próprio Presidente.

Ainda se lembram de que quando fazíamos anos só os amigos mais próximos e os familiares se lembravam?

Nas relações, terminávamos em silêncio ou em lágrimas e gritos e lavávamos a roupa suja no prédio para as vizinhas ouvirem, mas não o partilhávamos com o mundo inteiro. Os filhos amigos, esses só conhecíamos em ocasiões especiais ou quando os encontrávamos por acidente no supermercado e muitas vezes só os víamos pelas fotos em formato tipo-passe que os pais guardavam religiosamente na carteira, hoje só falta agendarem partilha de fotos de hora a hora.

E a lista telefónica? Antes do Facebook, guardávamos os contactos em agendas e até memorizávamos alguns números. Agora, isso é old school.

E ainda se lembram de quando íamos de férias e nem a vizinha mais cusca lá do bairro conseguia saber qual o destino; hoje só não sabe quem não quer, tal o extenso número de fotos partilhadas de cada detalhe da ilha paradisíaca que escolhemos. Então quando mentíamos ao patrão, dizendo que estávamos doentes e não de ressaca, e raramente éramos apanhados. Hoje, somos descobertos no próprio dia após partilharmos uma foto super gira num bar de praia a beber um cocktail ou a festejar uma qualquer vitória futebolística. E a lista telefónica? Antes do Facebook, guardávamos os contactos em agendas e até memorizávamos alguns números, o que dava imenso jeito quando se perdia o telemóvel ou se ficava sem bateria. Agora, isso é old school.

Temos 899 amigos no Facebook, o telemóvel reconhece e acrescenta nas nossas listas de WhatsApp os seus contactos de forma automática, e até os números que não temos aparecem com sugestão de remetente devido ao cruzamento de dados com os e-mails. Mas se formos a ver bem, entre esta extensa lista de ‘amigos’, apenas falamos uma vez por ano com 20, conhecemos realmente 10 e somos amigos de possivelmente dois…

Mas mais grave (na minha opinião) é o facto de antigamente quando alguém nos seguia, via as nossas fotos, tinha acesso a informações pessoais e algumas até privadas dizíamos que tínhamos um ‘stalker’ atrás de nós e íamos à polícia. Hoje falamos em seguidores, amigos ou admiradores e até os consideramos um número de prestígio na lista de pessoas que colocam gosto nas imagens e comentários que partilhamos…

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